PEDAL NA ÁFRICA DO SUL

Quem não pedala horrores a ponto de fazer o Cape Epic e tá com dinheiro sobrando pode tentar os Day Trippers, um grupo que faz o mesmo trajeto do Epic mas com regalias. Como uma van segue junto, é subir e pedir arrego ao Steve quando cansar ou não quiser encarar uma das subidas mais insanas. Está cerca de R$ 3 mil por pessoa (praticamente o dobro do Epic).

Os Day Trippers não dormem nos acampamentos, normalmente ficam em pousadas ou hotéis. É o maior inconveniente pois além de ajudar a salgar o preço, acaba separando as pessoas a noite. (A maioria dos Trippers são mulheres acompanhando namorados e maridos do Epic).

Não que alguém esteja em condições de pensar em fazer qualquer coisa a noite, mas….

Além do Cape Epic, a empresa faz uma série de outros passeios por Cape Town e arredores, seja de um dia ou pequenas viagens. Dá até para encarar os 450 km da Garden Route. Steve, o dono, cuida da empresa com a sua mulher e os dois são animadíssimos. Pra quem não quer se aventurar sozinho pelo país, certamente é a melhor opção.

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01 2010

BRASILEIROS CAPE EPIC 2010

Lerda. Enquanto ficava pensando em quem estaria no Cape Epic 2010, a lista já estava no site.

Para facilitar para vocês, encontre aqui na lista quem foi sorteado. Ah, provavelmente teremos mais brasileiros este ano que ano passado. Só de ciclistas são 31 por enquanto. Nenhuma dupla feminina, apenas duas mistas. Pelo que vi, as três duplas mais fortes são Mário Roma e Adriana Nascimento, Michel Bogli e Daniel Aliperti e os mineiros Uirá Ribeiro e Hugo Prado.

Uirá Ribeiro e Hugo Prado

Michel Bogli e Daniel Aliperti

Emerson Lima e Luiz Teixeira

Lourenço Bizarria e Zé Filho

Harry Beute

Celso Pavão

Marcelo Blanch Nascimento e Fábio Dias

Eduardo Accioly e Alfredo Montenegro

Adriana Nascimento e Mário Roma

Bruno Reis e Rogério Pires

Vinícius Cruz e Felipe Miranda

Marcello Cenci e Eduardo Marcolino

Rafael Niro e Filipe Xavier

Flávia Dall Acqua e Rodrigo Vasconcellos

Luiz Gatti e Célio Rodrigues

André Piva (da Bike Action) e Roberto Nogueira

Paulo Brandão e Antônio Villar

Cesar Ranieri e Fábio Miyake

Thiago Fernandes e Josias Barbosa

Cesar Moura e Leonardo Santos

Ulisses Valarelli

PS: Repescagem rolando solta e esse post só aumentando…

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01 2010

CAPE EPIC – CRUZANDO A ÁFRICA DO SUL

Eu acredito profundamente que quem participa de uma prova como o Cape Epic é meio maluco. Doido varrido.

Mesmo assim eu incentivo todo mundo a participar e sempre vibro com cada brasileiro lá.

A boa notícia é que depois de dois anos consecutivos cobrindo a prova digo que ela está bem mais civilizada. Em 2008 a contabilidade dos “estragos” ao fim do dia era bem mais cruel. Ainda assim, não espere moleza. São 722 km e quase 15 mil metros de subidas acumuladas.

Entre os dois anos, mais mudanças: um dia a menos de prova, menos quilometragem e a permanência de mais dias em cada vilarejo. Neste ano serão até três noites em cada acampamento e um contra-relógio. Perde muito em charme (acordar cada dia em um lugar diferente), mas para os ciclistas é sinônimo de descanso extra, sempre bem-vindo.

Na última edição, um recorde de brasileiros. Ao todo, éramos 40, contando duplas na corrida, voluntários, imprensa e Epic Trippers. Foi a primeira vez que brasileiros subiram ao pódio do Epic. A maior festa verde-amarela quando Dudu Soares e Daniel Aliperti chegaram em terceiro no master. Até então, a entrega de prêmios durante o jantar era uma cerimônia insossa e quase tediosa, até que “os brasileiros ensinaram ao mundo como é que se celebra”, nas palavras de Terry Kobus, da organização de mídia (o cara que pacientemente nos levava todos os dias para percorrer o mesmo trecho que os atletas – mas chacoalhando confortavelmente em uma Toyota).

Esse ano até a Globo estava lá (mas por razões suspeitíssimas). Veja o vídeo do Esporte Espetacular que causou o maior rebuliço por não mostrar os brasileiros do pódio aqui.

JOGO RÁPIDO

Quanto treinar
A prova será entre os dias 20 e 27 de março. Treino forte específico entre seis e oito meses. É bom ter feito alguma das rotas difíceis no Brasil, como o Caminho do Ouro (Diamantina/Ouro Preto a Paraty) ou o Caminho da Fé, de Tambau a Aparecida, por exemplo. A Serra da Canastra também foi citada como um bom lugar de treinos.

O que levar
Lanterna de cabeça, saco de dormir, cadeados e pouquíssima bagagem, pois você terá que fazer tudo caber dentro de uma única mala. Há serviço de lavanderia todos os dias e o preço não é abusivo.

O que vai comer
Na inscrição já está incluso o café da manhã e o jantar, tudo devidamente apimentado, como manda a culinária local e para desespero de alguns competidores.

O café da manhã é composto por: chafé (um terror), ovos mexidos com lingüiça, pão, queijo, frutas e cereal. O iogurte deles é maravilhoso.

Almoço: barraquinhas no acampamento. Não dá para fugir muito dos chamados Boerewors Roll, um cachorro-quente de lingüiça (apimentada, pra variar, e às vezes com gosto de canela).

Jantar (servido às 18h): macarrão, batata, frango, frango, frango, frango, frutas.

Para dormir
Você até tem a opção de pagar (bem mais) caro e não ficar nas barracas do acampamento, mas, a meu ver, perde o verdadeiro sentido da prova. Além disso, a barraca é confortável e você estará tão cansado que nem vai notar nada mesmo. Escolha uma bem longe dos banheiros. O vai-e-vem à noite é constante.


Vista das barracas. Nada mau.

Com quem ir
Não adianta escolher um parceiro porque ele é muito engraçado, camarada ou pelos belos olhos verdes. No fim das contas, vocês estarão se matando. Já vi muito bate-boca, cara feia, casamentos quase desfeitos na trilha. Tem que ser alguém com o mesmo ritmo, mesmo treino, mesmas condições. A prova já é dura por si só, então não piore. Ninguém termina o Epic em dupla sem ter um companheirismo absurdo: um dia o parceiro não está rendendo muito, no outro dia é você e assim por diante. Essas pequenas diferenças são aceitáveis e normais. Mas se o condicionamento e os objetivos são muito diferentes, com o passar dos dias isso torna-se insuportável.

Quanto custa
Passagem aérea: a partir de US$ 1.200, com a South African Airways. Na minha opinião, uma das melhores companhias aéreas em relação ao serviço de bordo. Você vai até Johanesburgo e de lá faz a conexão. Não se assuste se for parado pela imigração. Eu fui todas as vezes e não vou nem pensar sobre o que eles acham que tenho cara. Cansei de ter o cadeado da mala arrebentado e já deixo tudo aberto.
Inscrição: US$ 3.300 por dupla (a mais simples, para ficar no acampamento). Subiu, pois ano passado estava US$ 2.500. Mesmo assim é barato. Provavelmente eles vão gastar mais do que isso em você, só em massagens nas suas pernas e bunda e curativos nos seus pés (ou o que sobrar deles).

O inventor da moutain bike e seu bigodinho simpático, Tom Ritchey, presença garantida todos os anos

Chegada do último dia das campeãs femininas 2008


Dudu Soares e Daniel Aliperti: primeiro pódio brasileiro no Epic

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01 2010

Corrida na Cidade do Cabo – Two Oceans

Quem pratica o esporte pode conciliar a viagem com algumas das famosas provas que são realizadas lá. Em Cape Town a mais tradicional é a ultramaratona Two Oceans, sempre no sábado de Aleluia (3 de abril de 2010 – inscrições até 3 de março), com opção de 21 km ou 56 km.

A ultra tem o trajeto mais interessante, sendo quase todo realizado próximo ao mar e pela Chapman´s Peak, a linda rodovia que circunda a montanha que margeia o oceano. A meia-maratona passa longe, longe do mar.

A prova é bem organizada e bastante animada. As famílias aproveitam para ficar na porta de casa fazendo churrasquinhos. Impossível não se sentir em casa. rsrs

Costuma ventar MUITO. Em 2008 a ventania chegou a 41km/h.

Entre meia e ultra são 18 mil corredores. Em 2008, uma brasileira muito especial: Isabel da Silveira, 60 anos, de Belém do Pará. Em 2006 ela tentava sua terceira ultra. Teve um ataque cardíaco no km 30, ficou dois dias em coma no hospital e acordou brigando com o médico pois precisava voltar para a corrida. Ela, claro, contava isso enquanto alongava para correr a meia-maratona. “Vou ser mais conservadora esse ano”, disse, rindo. Bom humor a toda prova.


O trajeto amarelo é a meia-maratona. Em vermelho, os 56km.

Em tempo: Apesar de chamar Two Oceans e ir de um lado a outro do Cabo da Boa Esperança, teoricamente a prova só passa pelo oceano Atlântico. O encontro com o Índico fica alguns quilômetros adiante, no Cabo das Agulhas.

PETER

Você acha que corre muito? Esse senhor ai de cima é Peter Taylor. Tem 50 anos e correu as últimas 22 edições da Two Oceans. A ultra (56km). DESCALÇO. E pra ficar mais divertido, ainda carrega esse carrinho de bebê amarrado às costas. Tudo para arrecadar dinheiro para uma associação de cães-guia para cegos. Ganhou permanentemente o número 638. “Enquanto eu estiver vivo vocês vão ver um gordo mal treinado correndo assim essa prova”, diz.

TREINOS

O que não falta é lugar interessante para correr em Cape Town. Pode tentar a Chapman’s Peak, Lion’s Head ou a Table Moutain para treinos duros. Sea Point é plano e de fácil acesso. Clique aqui para ver algumas outras rotas na cidade (em inglês).

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12 2009

CAPE TOWN – FOTOS E SERVIÇO GERAL

SERVIÇO

Quem leva: South African Airways. Passagens a partir de US$ 900. A duração do vôo é de nove horas até Johanesburgo e mais duas horas até a Cidade do Cabo. Não é necessário visto, apenas passaporte e comprovante internacional de vacina contra febre amarela (leve o comprovante nacional e apresente na sala da Anvisa no aeroporto de Cumbica).
Fuso horário: 5 horas a mais.

Energia: Tomada de três pinos GIGANTE. Terá que comprar um adaptador lá.
Idioma: Inglês e africâner (mais comuns).
Câmbio: aproximadamente US$ 1 = R 8 (rands)
Clima: Na Cidade do Cabo a média de temperatura no verão é de 24ºC e no inverno 18ºC. Em qualquer época, no entanto, venta bastante.
Guias: Dois OK que conheci Energy Tour (Jeremy) e Jorvantours (Brian). O atencioso Brian parecia ainda mais turista que eu, tirando fotos animadas de tudo. Tristemente ele me contou que passou a maior parte da vida sem poder frequentar aqueles lugares durante o apartheid.

FOTOS GERAIS


E essa foi a única pessoa do grupo que quis atravessar pelo tanque. Sim, o tratador está segurando apenas um bastão de limpar piscina….

Enfeite diferente de árvore de Natal e tecidinhos etnicos vendidos em qualquer esquina – levinhos para colocar na mala. Depois é só mandar fazer uma moldura legal.

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12 2009