Passeios em Chicago – o que fazer na Windy City

Tirou uns dias para passear na terra do Al Capone? Algumas dicas:

A arquitetura de Chicago é espetacular e merece um capítulo à parte. O Instituto de Arte, na Michigan Avenue, é muito interessante. Quase em frente fica a Architecture Foundation, que promove vários passeios guiados pela Windy City. Logo na entrada tem uma lousa com os próximos tours agendados. A lojinha também é de matar, cheia de artigos e livros interessantes relacionados ao tema. Um pouquinho caro.

Eles também agendam os passeios de barco chamados Architecture Cruises, que custam cerca de de 30 dólares. O guia conta toda a história da cidade reconstruída após o incêndio de 1871, que destruiu tudo. Eu não tive tempo para fazer. Uma pena.

Só compre o City Pass – aquele cartão-curinga para entrar em museus e monumentos – se você tiver dias e interesse suficientes para ver coisas como Aquário, Field Museum (Museu de História Natural), Planetário ou o Museu da Ciência. São todos bem legais, mas em três dias na cidade eu priorizei outras coisas. Ele também dá direito ao Hancock Center ou à torre Willis (ex-Sears), mas não é necessário, pois dá para subir no Hancock de graça. Ele é mais baixo que a Willis mas oferece uma vista mais bonita. Além disso, você não paga para subir no restaurante que fica lá em cima. Dica: a vista mais bonita está no banheiro feminino. Sorry, guys!

O Chicago Trolley é o famoso ônibus-sobe-desce-de-dois-andares. Passa pela maior parte dos pontos turísticos e custa 26 dólares.

Para se locomover de ônibus (que é muito fácil) compre o Visitor Pass: pode ser de 1, 3 ou 7 dias. Compensa bastante.

Para entender Chicago: A Madison Street corta no sentido leste-oeste e a State Street norte-sul. Assim, as paralelas da Madison recebem um W (west, oeste) ou E (east, leste) e as paralelas à Street tem a designação N (norte) ou S (sul).

Eu fiquei no albergue internacional e, do aeroporto, foi só pegar o trem e descer na estação La Salle (pertinho do Grant Park e do Hilton, para quem ficar lá). Na volta, a estação do aeroporto é O’Hare.

Comidas

Cheesecake Factory– embaixo do Hancock Center. Cheesecake gigantesco até para mim, que sou capaz de comer o triplo do meu peso em doces.

Deep-dish pizza. É uma torta, mas eles chamam de pizza. Vale pela experimentação, mas não chega a ser gostosa.

Tem um Ghirardelli ao lado da Water Tower com sorvetes bem gostosos. Segredinho: toda vez que você entra na loja, ganha um chocolatinho. E posso assegurar que se você entrar duas ou três vezes seguidas a menina nem vai ligar – e vai te entupir de chocolate de alta qualidade. Não que eu tenha feito uma coisa dessas, imagine!

Outros passeios

O Grant Park é lindo. De um lado, ao longe, estão Museum Park (Aquário e Field Museum) e do outro a Art Gallery, as torres Willis e Hancock e o Navy Pier – que eu achei bem turistão e sem graça, cheio de lojinhas e restaurantes. Dá para sair de alguns passeios de barco por lá. Em alguns meses há queima de fogos.

O Millenium Park é uma extensão do Grant Park e lá tem o feijão gigante feito em aço inoxidável (veja de dia e à noite, são experiências diferentes).

Aluguei uma bike no Millennium Park e passei por todas as “praias” até chegar ao distrito de Evanston, onde fica a Northwestern University e um templo Bahai lindo. Custou 35 dólares o dia. O único detalhe foi o freio da dita-cuja, que funcionava pedalando para trás. Eu tenho certa dificuldade até com bicicletas normais, então quase ser atropelada pelo bondinho histórico foi pouco. Entrei em alguns postes e voltei bem roxa para casa.

Se quiser fazer passeios programados sugiro Bobbys bike e Bike and Roll: passeios de três horas por 35 dólares, já inclusos bike e capacete. É bem padrão, e se for seu caso, vá em frente. A maioria parte do Millenium Park.

Como no inverno faz um frio de chorar, o povo aproveita bem o verão e há feirinhas deliciosas nos parques da cidade, como a Green City Market, com os próprios produtores rurais. Eles compram as frutas e guloseimas e já fazem um piquenique por lá mesmo. Com música e tudo mais. O Lincoln Park é ótimo para isso.

Show de blues? Lamento, não posso ajudar. Fiquei pouco e à trabalho, então nada de altas farras pela noite rsrss. Mas estava com fortes recomendações para ir ao Buddy Guy e House of Blues. Mais um motivo para eu voltar pra lá. E rapidinho.

Veja as fotos e descubra o porquê:
Chicago - barcos

Chicago - templo Bahai

Chicago - Green City Market

Chicago - feijão

Chicago - maratona

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09 2009

Maratona de Chicago – corrida memorável

Perto do dia 11 de outubro centenas de brasileiros irão a Chicago correr a maratona. Ano passado eram 330 brasucas. Fácil, fácil, identificar no avião – estarão vestidos com a camiseta de alguma prova que você também provavelmente já correu. Na cidade, vai trombar com compatriotas o tempo todo e no Grant Park as camisetas amarelo-ovo (dos MPR`s) se multiplicam no sábado, dia dos trotes.

A cidade é charmosíssima e o povo solícito, principalmente quando está calor. Volto fácil para lá, e olha que tenho uma certa birra com os EUA.

A prova

Em relação ao clima pode-se esperar de tudo, de -6ºC a 31ºC. Mais chance é que o calor dos últimos anos se repita, o que tem tornado a prova menos rápida. Não subestime, porém, a Windy City, e pode ventar muuuito. Se for o caso, use o vácuo e corra atrás de alguém para minimizar a resistência do vento.

São 45 mil corredores, 20 pontos de hidratação e a prova é plana e impecável. O público é show: tem o animadíssimo bairro gay e as colônias mexicana e chinesa. Ah, e cerveja na linha de chegada, claro.

Marque um lugar mais distante para reencontrar seus amigos depois da corrida pois entre a linha de chegada e o lugar de saída dos atletas fica tudo bloqueado. Fora isso, o Grant Park vira uma bagunça, é MUITA gente. Que pode fica no Hilton, exatamente em frente à largada e onde fica a imprensa.

Fiquei no albergue internacional, onde havia muitos corredores (grande novidade, afinal, SÓ tem atletas na cidade nesse fim de semana), pois é pertinho da largada. É o famoso “pobre mas limpinho” – recomendo: bem localizado, apesar de os atendentes serem meio chatinhos. É Wi-Fi free.

Compras

Para artigos esportivos, faça a festa na Feira da Maratona, muito boa (tem ônibus gratuito partindo de vários lugares da cidade. Não comprei o Polar lá me arrependi muito depois). Dá uma vontade louca de experimentar um monte de comidinhas lá, de jujubinhas misteriosas a iogurte de whey e uns chocolates suspeitos. Contenha-se e coma depois da prova. Você não pode nem pensar em passar mal justo na véspera. Indicaram-me duas lojas de artigos esportivos, a Sports Authority e a Fleet Feet. Andei bastante para encontrar as duas e sinceramente acho que não compensou. Não consegui comprar um simples Polar (que depois fui achar no Duty Free em São Paulo!)

Na Michigan Avenue há uma infinidade de lojinhas para bugigangas e souvenirs de Al Capone. Para compras sofisticadas, a Magnificent Mile. Eu tinha uma bendita encomenda de óculos Oakley também e só fui encontrar na Water Tower, na Michigan Avenue, onde há boas lojas.

Programa mulherzinha: encontrei shampoos e cremes em promoção em uma rede de cabeleireiro na Michigan Avenue, a Supercuts. Tinha Redken e Paul Mitchell em potes gigantes. O duro foi enfiar aquilo na minha mala, que em geral é super compacta.

Trouxe umas lembrancinhas compradas no Walgreens que ninguém sabe que é de supermercado. Só dá uma olhada se não é madeinchina, né? (Aliás essa dica vale para todos os lugares. Acredita que eu já quase comprei aqueles guarda-chuvas coloridos símbolo de Olinda, EM OLINDA, madeinchina? Nem as tradições regionais escapam mais, tsc tsc… )

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09 2009