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PASSEIO IMPERDÍVEL NA CIDADE DO MÉXICO – MUSEU DE ANTROPOLOGIA


 

Eu diria que este museu faz valer a pena qualquer ida a Cidade do México. O Museu de Antropologia é passeio para pelo menos meio período, e incrível.

Criado em 1964, fica no bosque Chapultepec (aliás, se quiser dar uma corridinha lá é o local). São 12 salas na parte plana e a parte de etnologia em cima, com roupas, costumes e vida cotidiana dos povos mexicanos. É simples, mas emocionante.

Se tiver pouco tempo, comece pelo lado esquerdo, onde estão as coleções mais valiosas.

Salas que eu destacaria:

 

a) Sala de Teotihuacan

Teotihuacan foi a cidade pré-hispânica mais antiga da região do México, de 100 a.C. Caiu por conflitos internos, mas foi extremamente rica. As Pirâmides do Sol, da Lua e da Serpente Emplumada (ano 150) podem ser visitadas – (calma, é o passeio imperdível número 2, assunto do próximo post). No museu estão os resquícios encontrados nas escavações, especialmente artefatos em obsidiana, rocha vulcânica que serviu para os trabalhos dos habilidosos artesãos e era uma das fontes de riqueza da cidade.

Serpente emplumada que adornava as pirâmides de Teotihuacan

 

 

b) Sala Tolteca

População que emergiu depois da decadência de Teotihuacan (anos 750-1200). Objetos começam a ser de metal e há o culto à divindade Quetzalcoatl, formado pela união de um pássaro e uma serpente.

 

Deusa da Terra com a cabeça contornada por duas serpentes, colar de mãos cortadas e corações

 

 

c) Sala Mexica

A “Monalisa” do museu está ai – mas você não precisa brigar com uma delegação japonesa para tirar uma foto – só um pouquinho de paciência para chegar à disputada Pedra do Sol (erroneamente chamada de calendário Asteca). Essa sala guarda os objetos que marcam o período final das civilizações indígenas do México.

 

Pedra do Sol, síntese dos conhecimentos de calendários e astrologia na verdade era um altar de sacrifícios

 

 

d) Costa do golfo

Objetos de 1200 a.C até o século 16, e com expressões bem diferente das demais, muitos deuses e cerimônias. Interessantes os adornos do “ritual” jogo bola encontrados em Tajin, outro sítio arqueológico pré-colombiano. Uma ala fora do museu tem alguns murais com a representação do jogo também.

Jogador prestes a dar um chute na pelota

 

 

As outras salas são dedicadas a: Maya, Oaxaca, Povos do Norte, Povos do Ocidente, Introdução a Antropologia, Mesoamerica, Origens e Pré clássico.

 

Arte com conchas imitando dentes

Ala externa - reprodução do templo maia de Hochob

Painéis encontrados nas escavações

Na prática:  O museu abre de terça a domingo das 9h as 19h. Desça no Metro Chapultepec, do bosque.

 

 


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