Corre Mundo

CAPADÓCIA em cinco experiências


 

Além da matéria mais completa no UOL que você pode ler clicando aqui, um pouco mais deste lugar espetacular.

 

1) Voar de balão – Uma das experiências mais bonitas e infelizmente bem salgada. O  mais barato custa 120 euros, nas cestas com 20 pessoas.
Não dá medo nenhum. É só tranquilidade e contemplação – da alegria simples e surreal de ir para onde o vento sopra. O subir é muito suave, e o único incômodo realmente é a cesta cheia de pessoas. Há voos mais caros e mais exclusivos também.
Não deixe para o último dia. Tentei duas manhãs sem sucesso por causa do mau tempo e só consegui na terceira tentativa. Fiz o passeio com a Urgup Balloons, com pilotos simpáticos e bem treinados. Conheci também outro piloto da empresa, Seyit Unsal, que foi a pessoa mais solícita e doce que conheci no país. Não conseguiria descrevê-lo e todas as gentilezas que fez.
Ele e seu irmão são donos do hotel que fiquei, o Canyon View. Foi a escolha mais acertada. Uma das vistas mais bonitas da cidade, café da manhã perfeito, quarto com varanda e banheira por 50 euros. Além da gentileza sem limites dos dois irmãos e o mascote do hotel:

COFFEE, o filhote irresistível brincando com pedrinhas

 

Vinho a noite na sacada do Canyon View

 

2) Cidades subterrâneas – As mais famosas são Derinkuyu (a mais profunda, com 8 andares) e Kaymali (a mais larga, com 4 andares abertos ao público) – e seriam ligadas uma a outra por um túnel de 10 km.
Derinkuyu tem 85 metros de profundidade, escavada ao longo de mais de 600 anos por diferentes povos. É muito interessante ver  todo o aparato que permitia a vida por longos períodos longe da luz em tempos de perigo (ataques e guerras): dutos de ventilação, poços de água, vias de comunicação, igrejas, refeitórios e quartos. Os corredores são apertadíssimos e não é difícil ter um piripaque. Não vá logo cedo porque há grupos numerosos de excursão. Fui na hora do almoço e tudo estava deserto. Um dos guardas se ofereceu como guia particular por 40 liras (40 reais mais ou menos). Caro, mas um dinheiro muito bem gasto. A sensação de estar perdido  naquele labirinto subterrâneo não deve ser muito agradável, e com o guia você tem a tranquilidade de ser tirado de lá em 1 minuto se quiser.

 

3) Museu a céu aberto de Goreme – Reúne as mais importantes e antigas igrejas escavadas nas rochas, logo no início do fortalecimento do cristianismo. E as formações rochosas são bastante lúdicas: sobe daqui, escorrega dali, desce por outro lado. Há outros vales mais legais para “brincar” também nas redondezas.

 

 

4) Pedalar e correr
A Capadócia é um lugar incrível para mountain bike e há várias agências que traçam roteiros entre os vilarejos e os vales exóticos. Há passeios de meio período até 8 dias. Alguns que encontrei são da Argeus: aqui e aqui e dessa outra agência aqui
Como lugar bom para correr também não falta, a corrida mais famosa é uma ultra de 200km, em julho.  Ela tem o sugestivo nome de Run Fire porque é realizada em pleno verão. Para fortes. Mas dá para dividir parte da rota e completar em 4 ou seis dias em uma experiência mais tranquila.

 

5) Simplesmente estar na Capadócia – Ás vezes olhava da varanda do quarto ou da sacada em que tomava o café da manhã e ria sozinha. Goreme não existe. Uma cidadezinha encravada em rochas com formatos estranhos, as cores lindas do céu, o colorido dos balões dando bom dia, a comida deliciosa e um povo indescritível. A cidade recebe turistas do mundo todo o tempo todo. Vive deles. E mesmo sendo extremamente servil não deixou de ser autêntica.

Há dois lugares que lembro com muito carinho. O hotel (e os dois irmãos) e um pequeno restaurante chamado Firin Express. Em ambos, é como se fizessem tudo por você da maneira mais carinhosa possível, mas tão singelos que quase passam despercebidos. Comovem, de tão doces.

Se estiver em Goreme, passe lá por mim.

Merece menção também o café Oze, com atendentes maluquinhos, wi-fi liberado, poltronas, café e docinhos maravilhosos. Quase ao lado do Firin.

 

 

No Firin essa deliciosura custa 7 reais e serve duas pessoas (aqui já estava no fim).


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