Corre Mundo

Cape Epic – o pedal insano da África do Sul


Uma das principais provas de Mountain bike do mundo é o Cape Epic, na África do Sul. Coisa de gente grande: 900 km em 8 dias e com subidas acumuladas de 16 mil metros (praticamente dois Everest’s). Cobri a prova nos últimos dois anos e vou dividir tudo em vários posts de turismo e pedal pra vocês. Esse primeiro é para contar que há uma maneira muito legal de participar sem ser necessariamente um ciclista doido varrido experiente: o voluntariado.

As inscrições estão abertas até o fim do mês no site do evento. Para ser voluntário é preciso pagar uma taxa de mais ou menos 400 dólares – eles precisam ter certeza do seu comprometimento. Um pouco salgado, mas vai te manter com alimentação, hospedagem e transporte por 9 ou 10 dias lá.

A maior parte trabalha nos postos de hidratação e ao fim do Cape Epic não pode nem sentir o cheiro de Energade, a bebida esportiva oficial. É preciso também acordar antes dos corredores (isso significa às 5h da manhã), mas em troca você vai ficar com um grupo animadíssimo, conhecer pessoas do mundo inteiro, cidades fantásticas e paisagens deslumbrantes na África do Sul gastando praticamente apenas o preço da passagem.

 

A acomodação é igual para todos, numa barraca até que bem confortável – e você não precisa montá-la pois todos os dias uma equipe contratada faz a mudança para a cidade seguinte. Antigamente a prova seguia todos os dias para uma nova vila, mas estão testando ficar dois dias em cada uma. Menos cansativo, mas para quem está lá também para fazer turismo, perde um pouco.

De qualquer forma você conhecerá pelo menos 4 cidadezinhas bem charmosas que dificilmente entrariam em qualquer roteiro turistico padrão. Todos os anos eu me encanto com um vilarejo surpreendente e o último foi Greyton (depois escrevo sobre lá).

Sempre tem brasileiro voluntário. Ano passado havia duas figuraças de São Luis do Maranhão, que estavam lá apenas pelo turismo e não se arrependeram. Menos de um ano depois tive o prazer de tomar uma cerveja com eles em pleno Reviver, em São Luis mesmo.

 

 

Motivos não-turísticos
* Se voce pedala, mas não a esse ponto, vai poder ficar perto de grandes atletas como o campeão mundial Christopher Sauser e o inventor da mountain bike, Tom Ritchey. Vai ver caras realmente feras e se emocionar com histórias de gente que completa a prova a muito custo.

* Os brasileiros, claro, sempre fazem a maior festa. Neste ano estávamos em 40 pessoas. Eles deixam as barracas juntas e fazem a “Brasil Avenue” ou o “Favelão”, dependendo do ano. Risadas garantidas.

* A atmosfera da chamada race village é muito gostosa, todo mundo feliz, de bem com a vida.

* Meninas: Cada race village tem cerca de 3 mil pessoas. A maioria absoluta são homens bonitos e atléticos… Vide fotos.

* Quem enlouquecer quiser participar pedalando no próximo ano garante a inscrição e se livra da loteria, que sorteia apenas 1.200 duplas no mundo todo.

(to be continued….)

 



Vista das barracas

 

O prólogo de 2010 será aqui, no Waterfront, na Cidade do Cabo

Pessoal de 2008 na Brazil Avenue. Muitos voltaram em 2009 também


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  • 2 Comentários

  • Lilian says:

    09/09/2009

    Se eu gostasse de bike com certeza iria pelo menos uma vez na vida. Parece ser muito legal.
    Mas, meu negócio mesmo é corrida! rsrsrs
    Beijos
    PS: vou segui-la no twitter. Siga-me se quiser liliansilvapp

  • Carlos says:

    15/09/2009

    Oi Marina!

    Deve ser maravilhoso participar de um evento como esse mesmo como voluntário, pedalando então, vixe!
    Além de uma bela prova, um turismo fantástico!

    Beijos!

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