África do Sul – Cape Town
Por Marina em 22 October 2009
Estive duas vezes no país e posso afirmar que é um destino fabuloso: paisagens fantásticas, culinária atraente, preços razoáveis e o melhor, um povo amável e alegre. Na primeira vez (2008) estava indo apenas para cobrir a ultramaratona Two Oceans, coisa rápida, 3 ou 4 dias. Dois dias antes de partir, entretanto, esses poucos dias transformaram-se em mais de 20 e com um novo desafio, cobrir uma das mais importantes provas de Mountain Bike do mundo, o Cape Epic.
Amei tudo e voltei novamente para lá sem pensar duas vezes.
Como tenho bastante coisa para escrever, vou dividir em vários posts. Tenha paciência
CAPE TOWN – PASSEIOS “BÁSICOS”
Eu dedicaria pelo menos três dias para dar conta da multifacetada e alegre cidade, assim:
Saia cedo para Cabo da Boa Esperança– o famoso Cabo das Tormentas narrado pelos poetas portugueses, que fica cerca de 1h30 do centro da cidade. O Cabo faz parte de uma reserva natural, e, se der sorte, você encontra macacos e outros pequenos animais. (Diferentemente do que se pensa, lá não é o encontro dos oceanos Índico e Atlântico, união que se realiza no Cabo das Agulhas).
Ainda assim, a vista é bem bonita e vale o passeio.
Antes de chegar, porém, perca-se pelo caminho, que é tão interessante ou melhor que o Cabo em si. Na ida, pare nas badaladas e geladas praias de Clifton 1,2,3 (GLS) e 4, onde o topless é permitido, e Camps Bay, ornamentadas pela montanha dos 12 apóstolos. O trajeto também passa pela Chapman’s Peak, a linda rodovia incrustada nas montanhas. (Às vezes ela fecha devido aos fortes ventos – aliás, assim como Chicago, Cape Town também mereceria o título de Windy City).
Na volta do Cabo, aproveite as praias de águas menos frias do índico: coma um tradicional fish and chips em Fish Hoek e dê umas voltas na vizinha Muizenberg, onde ficam as charmosas casinhas coloridas de Surfer’s corner. De lá, siga para Boulder’s Beach, a praia dos pinguins, e passeie pela fofa Simon’s Town.
Separe um dia para ver as atrações centrais de Cape Town, como o Castle of Good Hope (de 1666), construção colonial mais antiga que ainda resta no país. A poucos quarteirões está a Greenmarket Square (seg a sab), uma praça para se esbaldar com o artesanato local (e com os melhores preços). No centro também é possível almoçar muito bem com preços irrisórios. A Long Street, no centro, serve tanto para o dia, com suas lojas interessantes, como para a noite, repleta de bares e restaurantes.
Neste dia aproveite o fim de tarde para subir a Table Moutain – o cartão-postal da “Cidade-mãe” realmente assemelha-se a uma mesa. Ao anoitecer, uma névoa, que eles denominam “toalha da mesa” a recobre, como se fossem ondas de espuma branca sobre a montanha. Lindo. A subida pode ser feita pelo bondinho giratório ou pelas diversas trilhas. O melhor é comprar um vinho e aproveitar o belíssimo pôr-do-sol lá em cima, como muitos moradores fazem.
Vá agasalhado, pois venta bastante (o bondinho, inclusive, é fechado nessas circunstâncias).
Passeios para encaixar: Isso vai depender de onde você estiver hospedado, dos dias da semana, clima, etc. São passeios relativamente curtos, que você “encaixa” quando der:
Kirstenbosch Botanical Garden – O Jardim Botânico vale a visita, principalmente entre os meses de dezembro a março, verão, quando há shows e concertos todos os domingos ao ar livre. As famílias armam suas toalhas de piquenique e levam uma cesta com vinhos e petiscos. Centenas de pessoas, silêncio absoluto e nenhum vendedor ambulante. Recomendo fortemente se estiver lá nessa época. É um pouco longe. A rota azul dos ônibus turísticos de dois andares passa por lá e, dependendo do que você estiver programando fazer na cidade, compensa.
Complexo Victoria & Alfred Waterfront, o cais revitalizado da cidade. Um local de fácil acesso, bonito, com restaurantes, shopping, lojinhas e o aquário Two Oceans, com tubarões e peixinhos fofos. Mesmo sendo um reduto muito turístico, é bem agradável.
De lá partem os barcos para Robben Island, prisão onde Nelson Mandela ficou por 18 anos. Reserve o bilhete com antecedência aqui, pois a fila de espera é de vários dias e fica quase impossível conseguir na alta temporada (eu não consegui). É um passeio rápido. Custa cerca de 22 dólares.
Para compras de lembrancinhas no Waterfront, prefira o Red Shed Craft Workshop, um galpão perto do aquário, mais barato do que as lojas do próprio complexo.
Ilha das focas: Pega-se um barco em Hout Bay para as ilhas Duiker, onde vive uma comunidade de focas. São bonitinhas, mas nada muito emocionante. Se você pretende fazer o mergulho com tubarões, saiba que lá também eles param em uma ilha de focas maior (escrevo mais para frente). A empresa é essa aqui, se interessar.
Nos próximos posts: Dicas práticas, vinícolas, Garden Route, bike, corrida.
Orquestra sinfônica no Jd Botânico

Noordhoek, vista da Chapman’s Peak











Deveria chamar o diário de corremundo em África do Sul – Cape Town !!
Apaixonei-me pelos lugares citados em sua aventura jornalisticamente turística… Vc daria uma ótima guia turística, já pensou nisso? Que lugar fabuloso… não tenho palavras. Aventura, romantismo, música, poesia e muito mais… podemos descrevê-lo como: Cultura!!!
Viagens é tudo de bom!!! Parabéns corremundo!!!
Abraços de correguto!!
Pra variar um pouco (rsrsrs), muito bom! E pra variar outro pouco, deu vontade de ir! PS: Terei paciência para esperar os demais posts. Fazer o que né? rsrsrs
Parabéns! beijos
Matérias muito boas, informações úteis, claras e precisas, com imagens belíssimas! Sem dúvida um excelente destino! Principalmente, se tiver uma boa companhia
Bjão Corremundo!
Eu protesto.. não venho mais visitar seu blog! Um dia me faz lembrar das maravilhas que comi no Cheesecake Factory, no outro é pizza de num lembro o que, que me deixa com as lombrigas acesas, e agora com essas histórias e fotos de um dos lugares que todos que vão voltam totalmente apaixonados…
O que é isso??? Sessão de tortura??? hehehehehhe
Parabéns, mais uma vez! E tenho certeza de que, se um dia for à Africa do Sul, levarei suas dicas!
Sem palavras
Olá! o passeio que você fez até o Cabo da Boa Esperança foi feito com algum tipo de onibus turístico ou você estava de carro? Gostaria de saber qual a maneira mais fácil e barata de fazê-lo também! Sem deixar de aproveitar as paradas que você citou ao longo do trajeto…Obrigada!