Corre Mundo

África do Sul – Cape Town


Estive duas vezes no país e posso afirmar que é um destino fabuloso: paisagens fantásticas, culinária atraente, preços razoáveis e o melhor, um povo amável e alegre. Na primeira vez (2008) estava indo apenas para cobrir a ultramaratona Two Oceans, coisa rápida, 3 ou 4 dias. Dois dias antes de partir, entretanto, esses poucos dias transformaram-se em mais de 20 e com um novo desafio, cobrir uma das mais importantes provas de Mountain Bike do mundo, o Cape Epic.

Amei tudo e voltei novamente para lá sem pensar duas vezes.

Como tenho bastante coisa para escrever, vou dividir em vários posts. Tenha paciência :)

CAPE TOWN – PASSEIOS “BÁSICOS”

Eu dedicaria pelo menos três dias para dar conta da multifacetada e alegre cidade, assim:

Saia cedo para Cabo da Boa Esperança– o famoso Cabo das Tormentas narrado pelos poetas portugueses, que fica cerca de 1h30 do centro da cidade. O Cabo faz parte de uma reserva natural, e, se der sorte, você encontra macacos e outros pequenos animais. (Diferentemente do que se pensa, lá não é o encontro dos oceanos Índico e Atlântico, união que se realiza no Cabo das Agulhas).

Ainda assim, a vista é bem bonita e vale o passeio.

Antes de chegar, porém, perca-se pelo caminho, que é tão interessante ou melhor que o Cabo em si. Na ida, pare nas badaladas e geladas praias de Clifton 1,2,3 (GLS) e 4, onde o topless é permitido, e Camps Bay, ornamentadas pela montanha dos 12 apóstolos. O trajeto também passa pela Chapman’s Peak, a linda rodovia incrustada nas montanhas. (Às vezes ela fecha devido aos fortes ventos – aliás, assim como Chicago, Cape Town também mereceria o título de Windy City).

Na volta do Cabo, aproveite as praias de águas menos frias do índico: coma um tradicional fish and chips em Fish Hoek e dê umas voltas na vizinha Muizenberg, onde ficam as charmosas casinhas coloridas de Surfer’s corner. De lá, siga para Boulder’s Beach, a praia dos pinguins, e passeie pela fofa Simon’s Town.

Separe um dia para ver as atrações centrais de Cape Town, como o Castle of Good Hope (de 1666), construção colonial mais antiga que ainda resta no país. A poucos quarteirões está a Greenmarket Square (seg a sab), uma praça para se esbaldar com o artesanato local (e com os melhores preços). No centro também é possível almoçar muito bem com preços irrisórios. A Long Street, no centro, serve tanto para o dia, com suas lojas interessantes, como para a noite, repleta de bares e restaurantes.

Neste dia aproveite o fim de tarde para subir a Table Moutain – o cartão-postal da “Cidade-mãe” realmente assemelha-se a uma mesa. Ao anoitecer, uma névoa, que eles denominam “toalha da mesa” a recobre, como se fossem ondas de espuma branca sobre a montanha. Lindo. A subida pode ser feita pelo bondinho giratório ou pelas diversas trilhas. O melhor é comprar um vinho e aproveitar o belíssimo pôr-do-sol lá em cima, como muitos moradores fazem.

Vá agasalhado, pois venta bastante (o bondinho, inclusive, é fechado nessas circunstâncias).

Passeios para encaixar: Isso vai depender de onde você estiver hospedado, dos dias da semana, clima, etc. São passeios relativamente curtos, que você “encaixa” quando der:

Kirstenbosch Botanical Garden – O Jardim Botânico vale a visita, principalmente entre os meses de dezembro a março, verão, quando há shows e concertos todos os domingos ao ar livre. As famílias armam suas toalhas de piquenique e levam uma cesta com vinhos e petiscos. Centenas de pessoas, silêncio absoluto e nenhum vendedor ambulante. Recomendo fortemente se estiver lá nessa época. É um pouco longe. A rota azul dos ônibus turísticos de dois andares passa por lá e, dependendo do que você estiver programando fazer na cidade, compensa.

Complexo Victoria & Alfred Waterfront, o cais revitalizado da cidade. Um local de fácil acesso, bonito, com restaurantes, shopping, lojinhas e o aquário Two Oceans, com tubarões e peixinhos fofos. Mesmo sendo um reduto muito turístico, é bem agradável.

De lá partem os barcos para Robben Island, prisão onde Nelson Mandela ficou por 18 anos. Reserve o bilhete com antecedência aqui, pois a fila de espera é de vários dias e fica quase impossível conseguir na alta temporada (eu não consegui). É um passeio rápido. Custa cerca de 22 dólares.

Para compras de lembrancinhas no Waterfront, prefira o Red Shed Craft Workshop, um galpão perto do aquário, mais barato do que as lojas do próprio complexo.

Ilha das focas: Pega-se um barco em Hout Bay para as ilhas Duiker, onde vive uma comunidade de focas. São bonitinhas, mas nada muito emocionante. Se você pretende fazer o mergulho com tubarões, saiba que lá também eles param em uma ilha de focas maior (escrevo mais para frente). A empresa é essa aqui, se interessar.

Nos próximos posts: Dicas práticas, vinícolas, Garden Route, bike, corrida.

Orquestra sinfônica no Jd Botânico

Noordhoek, vista da Chapman’s Peak

A colorida Surfer’s Corner

Assim, na praia….

A “toalha” da Mesa, ora pois…


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  • 8 Comentários

  • Deveria chamar o diário de corremundo em África do Sul – Cape Town !!

    Apaixonei-me pelos lugares citados em sua aventura jornalisticamente turística… Vc daria uma ótima guia turística, já pensou nisso? Que lugar fabuloso… não tenho palavras. Aventura, romantismo, música, poesia e muito mais… podemos descrevê-lo como: Cultura!!!

    Viagens é tudo de bom!!! Parabéns corremundo!!!

    Abraços de correguto!!

  • Lilian says:

    23/10/2009

    Pra variar um pouco (rsrsrs), muito bom! E pra variar outro pouco, deu vontade de ir! PS: Terei paciência para esperar os demais posts. Fazer o que né? rsrsrs
    Parabéns! beijos

  • felipe says:

    26/10/2009

    Matérias muito boas, informações úteis, claras e precisas, com imagens belíssimas! Sem dúvida um excelente destino! Principalmente, se tiver uma boa companhia ;) Bjão Corremundo!

  • Jussara says:

    27/10/2009

    Eu protesto.. não venho mais visitar seu blog! Um dia me faz lembrar das maravilhas que comi no Cheesecake Factory, no outro é pizza de num lembro o que, que me deixa com as lombrigas acesas, e agora com essas histórias e fotos de um dos lugares que todos que vão voltam totalmente apaixonados…
    O que é isso??? Sessão de tortura??? hehehehehhe

    Parabéns, mais uma vez! E tenho certeza de que, se um dia for à Africa do Sul, levarei suas dicas!

  • Sem palavras

  • Marília says:

    15/12/2011

    Olá! o passeio que você fez até o Cabo da Boa Esperança foi feito com algum tipo de onibus turístico ou você estava de carro? Gostaria de saber qual a maneira mais fácil e barata de fazê-lo também! Sem deixar de aproveitar as paradas que você citou ao longo do trajeto…Obrigada!

  • Famym Valentina says:

    19/01/2016

    Amo Cape Town, uma cidade encantadora como eu costumo dizer: Europa em África.
    Recomendo para as pessoas que gostam de turismo Cape Town é tudo de bom!

  • Famym Valentina says:

    19/01/2016

    Tive a oportunidade de fazer um passeio em Chapman´s Peak, Table Mountain simplesmente amei

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