Hidratação – teste Suum

Recebi há um tempo as pastilhas Suum para testar e vou dar minha opinião.
Confesso que estava curiosa desde que lançaram. A ideia é boa e muito comum fora do Brasil: hidratação completa (sais e vitaminas) em tabletes. O tubinho vem com 10 pastilhas (R$ 25, em média) e cada uma deve ser dissolvida em 500ml de água.
É um pouco salgado (o sabor é lima-limão) – e de fato, contém mais sódio que outras bebidas do mercado. Também demora um pouco para dissolver (é efervescente), mas vale MUITO pela praticidade. Quem pedala ou corre em trilhas sabe a dificuldade para encontrar um lugar para reabastecer ou, muitos casos, isso é impossível. Mas sempre tem um tiozinho bacana pra dar um pouco de água e isso basta.

Composição
SÓDIO: 378mg
POTÁSSIO: 50mg
MAGNÉSIO: 65mg
VITAMINAS C, B5, B6 e B12

Importante: Não contém carboidrato, como o Gatorade, por exemplo, então tem que levar o gel também se for correr ou pedalar por mais de uma hora de forma intensa!

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07 2010

2500 anos da Maratona

Medalha 2500 anos da Maratona - foto por Marina Gomes

A CELEBRAÇÃO

Para comemorar a data, a Associação Internacional de Maratonas (AIMS) fez uma medalha especial, linda, que será vendida em algumas provas internacionais. No próximo fim de semana (dia 09/05) quem estiver na Maratona de Praga, pode adquiri-la na expo.
Ganhei uma quando estive na meia-maratona, em março, e não deu tempo para pegar outra para sortear aqui. Não tenho certeza se ela será vendida no Brasil, mas se não for, uma promessa: na próxima maratona que cobrir, trago uma para sorteio.
Quem quiser, pode comprar pela internet também: aqui

A Maratona de Atenas, dia 31 de outubro, será o auge da comemoração, com a mesma rota histórica. A Running Tour ainda tem pacotes para quem quiser correr.

LENDA

A gente sabe que é lenda, mas que o número é bonito, lá isso é. Neste ano comemora-se os 2500 anos de quando o soldado grego Pheidippides correu 40km entre as cidades de Maratona e Atenas para levar a notícia da vitória sobre os persas, em 490 a.C., morrendo em seguida.

A batalha foi memorável pois os persas tinham a melhor força militar da época e atacaram com 150 mil soldados, contra apenas 10 mil gregos.

A CORRIDA

A Maratona, uma celebração da resistência humana, foi realizada pela primeira vez nos Jogos Olímpicos modernos de 1896, entre a ponte de Maratona e o Estádio Olímpico de Atenas. O grego Spyridon Louis precisou de 2h58min50s para vencer a corrida histórica de 40 km, que ganhou a atual distância (42,195) em 1908, nas Olimpíadas de Londres.

O motivo não foi tão nobre quanto a lenda: era para que a família real britânica pudesse assistir a corrida do jardim do Castelo de Windsor.

30

04 2010

Páscoa em Praga

Vou pular do primeiro para o último dia de viagem, vale a pena. Eu já tinha lido sobre a tradição da Páscoa na República Tcheca, quando os meninos vão às casas das meninas com um “chicote” feito de ramos secos de salgueiro e BATEM no delicadíssimo bumbum branco-europa delas a fim de garantir saúde e beleza para o resto do ano. Em troca, elas dão ovos pintados ou de chocolate para eles. Bizarro, mas até ai eu não acreditei muito.

Então você começa a circular pela cidade e vê o tal chicote em todo canto. Uns bem grandes, aliás, e pensa que talvez eles usem aquilo para decoração, sei lá, o ramo é até bonitinho. Por via das dúvidas, e com fins antropológicos/decorativos, até trouxe um (chama-se pomlazka).

Uma guia me contou como rola tudo e é muito mais estranho do que eu supunha. “Alguns amigos do meu irmão eu não deixo mais baterem, MAS MINHA MÃE AINDA DEIXA”, ela contou para os meus olhos arregalados.

É assim: os grupos se reúnem na segunda-feira depois do domingo de Páscoa pela manhã beeeem cedo (o ritual acaba ao meio dia) e seguem para as casas dos conhecidos. Lá, batem na mulherada, ganham seus ovos pintados, chocolates e bebem, até seguir para outra unidade familiar.

Diz a guia que ao meio dia o irmão volta com-ple-ta-men-te bêbado para casa, incapaz de listar todos os tipos diferentes de álcool que tomou nas casas. Cruzando a informação de que la é a terra do absinto, eu não consigo imaginar o quanto a coitada que apanhou às 11h50 de um bando de bêbados sofreu rsrsr. Em tempo: minha guia confessou que já usou almofadas embaixo da calça.

Sabe quando mesmo ouvindo tudo você ainda não acredita muuuito? Pois na fatídica segunda-feira eu estava voltando a Praga, vindo de Viena. Quase chegando, pela manhã, começo a ouvir chicotadas e GRITINHOS no trem. Olho para trás, duas meninas em pé. Claaaro que eu não me contive, esperei um pouco e fui lá ver. Pois bem, eram dois casais. Em cima da mesa, chicotes e ovinhos de chocolate.

Imediatamente os meninos olharam para mim com uma cara de “A-HA” e eu sai correndo sentar quieta no meu canto. Definitivamente, encerrar a viagem apanhando de estranhos em um trem estava fora do roteiro. :)

16

04 2010

Meia-maratona de Praga

A matéria bonitinha contando os detalhes da prova, organização, clima, público etc vai sair na Contra Relógio, então aqui vou contar o lado B do evento, ou seja, o que concerne à minha participação, mesmo correndo o risco de ver toda minha reputação (cof cof) de jornalista ir pelo ralo. Então, um lembrete inicial: não é porque não tenho amor aos meus joelhos que eu não trabalho duro e sério para que vocês mantenham os seus rsrs.

Eu não estava acreditando muito nessa viagem e, até a passagem chegar as minhas mãos, não comecei a treinar. Mesmo com a súplica de familiares, planilha enviada por uma amiga treinadora fofa (@Mel) e cobranças diversas, não arredei pé. Não queria me envolver e criar expectativas antes de confirmar tudo.

Eis que, um mês antes da largada, chega minha passagem. De fato, eu ia para Praga. Bolei um plano suicida de quatro semanas de treinos loucos e desvairados, mas nem isso eu tive tempo para cumprir. Mas minhas metas eram pouco ambiciosas, condizentes com quem estava indo dos 10 aos 21k em um mês sem frequencímetro, sem planilha e sem tênis adequado (não vou nem explicar …. rsrs):

1- terminar

2- terminar em condições de entrevistar o pessoal

3- não me lesionar (sempre consciente do absurdo que estava fazendo)

2h14 de corrida (num frio fora de cogitação para mim, diga-se) e entrevistas feitas, vi que havia atingido parte das minhas metas. Restava esperar o dia seguinte. Aquela dificuldade para andar e me movimentar, que exigia contorcionismos para sair da cama e outros movimentos cotidianos passaria? Afinal, no dia seguinte eu tinha uma longa lista de locais a visitar e não convinha fazer o andar zumbi-despedaçado por uma cidade tão linda.

No dia seguinte, zerada, metas cumpridas! Agora era hora de andar por Praga até fazer bolhas e destruir o que restou dos pés. :)

16

04 2010

ANO NOVO EM MUNDAU (CE)

morcego

Vou interromper a série da África do Sul (falta esmiuçar a Garden Route, com mergulho com tubarões) para aplacar a curiosidade de muita gente sobre meu reveillon. Estava em Mundau (CE). Depois de sacolejar quase quatro horas em um ônibus vindo de Canoa Quebrada, chegamos à rodoviária de Fortaleza (alguém nesse mundo me explica porque ainda deixam essa viação São Benedito existir ???).

Chegamos a tempo de pegar o último ônibus direto para Mundau. Ufa, que sorte! (Pausa longa e irônica). Eram 4h da tarde e chegamos a Mundau às 22h, depois de passar por todas as bimbocas possíveis e sempre rezando: – Por favor, que Mundau não seja aqui. (Um detalhe: ao todo, 10h de ônibus para rodar menos de 400km por vias asfaltadas).

Enfim, chegamos. Mundau não é uma cidade para se chegar a noite e depois de tanto sofrimento. Em outras palavras, lá não tem absolutamente N-A-D-A. A dona da pousada era meio doida e simplesmente esqueceu que chegaríamos aquele dia e foi arrumar o quarto. (Isso porque a maior parte das nossas diárias já havia sido paga antecipadamente).

Melhor dormir e esperar o dia seguinte. A cidade tem coisas lindas, mas só durante o dia, como dunas, lagoas, rio, praia. Ok, dormir. Você sabe o que é dormir com morcegos no quarto? Não, não entre o forro e o telhado, nem na janela. NO quarto. DENTRO. Nosso singelo cômodo fazia parte da rota dos bichinhos, que entravam de um lado, passavam por cima de nossas cabeças e saiam por um vãozinho do outro lado. Tentei lembrar de tudo que já havia assistido no Discovery Channel. Como era mesmo? Recapitulei:

1) Morcegos transmitem raiva

2) Morcegos fazem você virar vampiros (Não, não, isso não foi no Discovery…)

3) A maioria das espécies se alimenta de frutas

4) Eles são meio ceguetas (Essa era a pior. Primeiro, ele podia confundir meu pé com uma carambola qualquer. Segundo, ele podia errar o vãozinho e cair na minha cabeça)

Tentativa de remediar a situação: Três noites de luz acesa (não adianta nada) e uma tenda árabe feita com canga sobre a cabeça.

Depois eu conto tudo de legal que teve lá. Não grandes coisas, mas vamos organizar. Lembra como foi chegar a Mundau? Eu ainda não sabia como sair de lá. O Ceará tem um problema seriissimo de transporte público. Não existem ônibus interurbanos. Todos eles são como circulares que vão de cidade a outra, mesmo em trajetos muito distantes, fazendo milhões de paradas.

Para sair de Mundau e seguir na direção de Jeri eu só tinha uma opção: chegar a Itapipoca, uns 40 km dali. Ha! E como chegar a Itapipoca? “Olha, tem que ser o pau de arara. Ele passa todo dia entre 4h e 5h da manhã”. Ah tá. E lá vamos nós, levantar antes das 4h (oi, batman) e esperar o pau de arara que nos levaria a outra dimensão.

Às 7h da manhã chegamos a Itapipoca. Sim, eram apenas 40 km – em mais de duas horas. Itapipoca é uma cidade grande. 200 mil habitantes, segundo o taxista. Mas é assustadora. Bois e porcos pendurados sangrando nas calçadas dos vários açougues. Havia uma praça bonitinha (um alento, podemos esperar o ônibus ali, pensamos), mas o pau de arara seguiu adiante. Não, não era ali nossa parada.

O “guichê” da Redenção para esperar o ônibus para Jeri era horrendo. Sabe a 25 de Março? Pareceria o Shopping Iguatemi. Eram 7h da manhã, nosso ônibus passaria “entre 11h e 11h40, num dá pra ti dizê” e chegaria a Jijoca às 15h30. Novamente, todo esse tempo para andar 150 km por asfalto.

Haviamos acordado às 3h30 da manhã e esperar até as 11h ali, para então sacolejar até as 4h da tarde estava totalmente fora de questão. Minha muquiranice é algo digno de nota, mas dessa vez o Ceará ganhou. Pegamos um táxi (R$ 160, gastos com muito gosto rsrs) e às 9h da manhã estava em Jijoca. Às 10h, em Jeri. Olá, férias! :)

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01 2010