Corre Mundo

Viagens, pedal, corrida e estórias pelo mundo

Date: 2010.01.15 | Category: Peripécias, Viagem | Response: 5

 

Vou interromper a série da África do Sul (falta esmiuçar a Garden Route, com mergulho com tubarões) para aplacar a curiosidade de muita gente sobre meu reveillon. Estava em Mundau (CE). Depois de sacolejar quase quatro horas em um ônibus vindo de Canoa Quebrada, chegamos à rodoviária de Fortaleza (alguém nesse mundo me explica porque ainda deixam essa viação São Benedito existir ???).

Chegamos a tempo de pegar o último ônibus direto para Mundau. Ufa, que sorte! (Pausa longa e irônica). Eram 4h da tarde e chegamos a Mundau às 22h, depois de passar por todas as bimbocas possíveis e sempre rezando: – Por favor, que Mundau não seja aqui.  (Um detalhe: ao todo, 10h de ônibus para rodar menos de 400km por vias asfaltadas).

Enfim, chegamos. Mundau não é uma cidade para se chegar a noite e depois de tanto sofrimento. Em outras palavras, lá não tem absolutamente N-A-D-A.  A dona da pousada era meio doida e simplesmente esqueceu que chegaríamos aquele dia e foi arrumar o quarto. (Isso porque a maior parte das nossas diárias já havia sido paga antecipadamente).

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Melhor dormir e esperar o dia seguinte. A cidade tem coisas lindas, mas só durante o dia, como dunas, lagoas, rio, praia. Ok, dormir. Você sabe o que é dormir com morcegos no quarto? Não, não entre o forro e o telhado, nem na janela. NO quarto. DENTRO. Nosso singelo cômodo fazia parte da rota dos bichinhos, que entravam de um lado, passavam por cima de nossas cabeças e saiam por um vãozinho do outro lado. Tentei lembrar de tudo que já havia assistido no Discovery Channel. Como era mesmo? Recapitulei:

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1) Morcegos transmitem raiva

2) Morcegos fazem você virar vampiros (Não, não, isso não foi no Discovery…)

3) A maioria das espécies se alimenta de frutas

4) Eles são meio ceguetas (Essa era a pior. Primeiro, ele podia confundir meu pé com uma carambola qualquer. Segundo, ele podia errar o vãozinho e cair na minha cabeça)

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Tentativa de remediar a situação: Três noites de luz acesa (não adianta nada) e uma tenda árabe feita com canga sobre a cabeça.

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Depois eu conto tudo de legal que teve lá. Não grandes coisas, mas vamos organizar. Lembra como foi chegar a Mundau? Eu ainda não sabia como sair de lá. O Ceará tem um problema seriissimo de transporte público. Não existem ônibus interurbanos. Todos eles são como circulares que vão de cidade a outra, mesmo em trajetos muito distantes, fazendo milhões de paradas. 

Para sair de Mundau e seguir na direção de Jeri eu só tinha uma opção: chegar a Itapipoca, uns 40 km dali. Ha! E como chegar a Itapipoca?   “Olha, tem que ser o pau de arara. Ele passa todo dia entre 4h e 5h da manhã”.  Ah tá. E lá vamos nós, levantar antes das 4h (oi, batman) e esperar o pau de arara que nos levaria a outra dimensão.

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Às 7h da manhã chegamos a Itapipoca. Sim, eram apenas 40 km – em mais de duas horas. Itapipoca é uma cidade grande. 200 mil habitantes, segundo o taxista. Mas é assustadora.  Bois e porcos pendurados sangrando nas calçadas dos vários açougues. Havia uma praça bonitinha (um alento, podemos esperar o ônibus ali, pensamos), mas o pau de arara seguiu adiante. Não, não era ali nossa parada.

O “guichê” da Redenção para esperar o ônibus para Jeri era horrendo. Sabe a 25 de Março? Pareceria o Shopping Iguatemi. Eram 7h da manhã, nosso ônibus passaria “entre 11h e 11h40, num dá pra ti dizê” e chegaria a Jijoca às 15h30. Novamente, todo esse tempo para andar 150 km por asfalto.

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Haviamos acordado às 3h30 da manhã e esperar até as 11h ali, para então sacolejar até as 4h da tarde estava totalmente fora de questão. Minha muquiranice é algo digno de nota, mas dessa vez o Ceará ganhou. Pegamos um táxi (R$ 160, gastos com muito gosto rsrs) e às 9h da manhã estava em Jijoca. Às 10h, em Jeri. Olá, férias! :)

Date: 2010.01.15 | Category: Pedal, África do Sul | Response: 0

 

 

Quem não pedala horrores a ponto de fazer o Cape Epic e tá com dinheiro sobrando pode tentar os Day Trippers, um grupo que faz o mesmo trajeto do Epic mas com regalias. Como uma van segue junto, é subir e pedir arrego ao Steve quando cansar ou não quiser encarar uma das subidas mais insanas.  Está cerca de R$ 3 mil por pessoa (praticamente o dobro do Epic).

Os Day Trippers não dormem nos acampamentos, normalmente ficam em pousadas ou hotéis. É o maior inconveniente pois além de ajudar a salgar o preço, acaba separando as pessoas a noite. (A maioria dos Trippers são mulheres acompanhando namorados e maridos do Epic).

Não que alguém esteja em condições de pensar em fazer qualquer coisa a noite, mas….

Além do Cape Epic, a empresa faz uma série de outros passeios por Cape Town e arredores, seja de um dia ou pequenas viagens. Dá até para encarar os 450 km da Garden Route. Steve, o dono, cuida da empresa com a sua mulher e os dois são animadíssimos. Pra quem não quer se aventurar sozinho pelo país, certamente é a melhor opção.

Date: 2010.01.14 | Category: Pedal | Response: 2

 

Lerda. Enquanto ficava pensando em quem estaria no Cape Epic 2010, a lista já estava no site.

Para facilitar para vocês, encontre aqui na lista quem foi sorteado. Ah, provavelmente teremos mais brasileiros este ano que ano passado. Só de ciclistas são 31 por enquanto. Nenhuma dupla feminina, apenas duas mistas. Pelo que vi, as três duplas mais fortes são Mário Roma e Adriana Nascimento, Michel Bogli e Daniel Aliperti e os mineiros Uirá Ribeiro e Hugo Prado.

 

Uirá Ribeiro e Hugo Prado

Michel Bogli e Daniel Aliperti

Emerson Lima e Luiz Teixeira

Lourenço Bizarria e Zé Filho

Harry Beute

Celso Pavão

Marcelo Blanch Nascimento e Fábio Dias

Eduardo Accioly e Alfredo Montenegro

Adriana Nascimento e Mário Roma

Bruno Reis e Rogério Pires

Vinícius Cruz e Felipe Miranda

Marcello Cenci e Eduardo Marcolino

Rafael Niro e Filipe Xavier

Flávia Dall Acqua e Rodrigo Vasconcellos

Luiz Gatti e Célio Rodrigues

André Piva (da Bike Action) e Roberto Nogueira

Paulo Brandão e Antônio Villar

Cesar Ranieri e Fábio Miyake

Thiago Fernandes e Josias Barbosa

Cesar Moura e Leonardo Santos

Ulisses Valarelli

PS: Repescagem rolando solta e esse post só aumentando…

Date: 2010.01.14 | Category: Pedal, África do Sul | Response: 0

 

Eu acredito profundamente que quem participa de uma prova como o Cape Epic é meio maluco. Doido varrido.

Mesmo assim eu incentivo todo mundo a participar e sempre vibro com cada brasileiro lá.

A boa notícia é que depois de dois anos consecutivos cobrindo a prova digo que ela está  bem mais civilizada. Em 2008 a contabilidade dos “estragos” ao fim do dia era bem mais cruel. Ainda assim, não espere moleza. São 722 km e quase 15 mil metros de subidas acumuladas.

Entre os dois anos, mais mudanças: um dia a menos de prova, menos quilometragem e a permanência de mais dias em cada vilarejo. Neste ano serão até três noites em cada acampamento e um contra-relógio. Perde muito em charme (acordar cada dia em um lugar diferente), mas para os ciclistas é sinônimo de descanso extra, sempre bem-vindo.

Na última edição, um recorde de brasileiros. Ao todo, éramos 40, contando duplas na corrida, voluntários, imprensa e Epic Trippers. Foi a primeira vez que brasileiros subiram ao pódio do Epic. A maior festa verde-amarela quando Dudu Soares e Daniel Aliperti chegaram em terceiro no master.  Até então, a entrega de prêmios durante o jantar era uma cerimônia insossa e quase tediosa, até que “os brasileiros ensinaram ao mundo como é que se celebra”, nas palavras de Terry Kobus, da organização de mídia (o cara que pacientemente nos levava todos os dias para percorrer o mesmo trecho que os atletas – mas chacoalhando confortavelmente em uma Toyota). 

Esse ano até a Globo estava lá (mas por razões suspeitíssimas). Veja o vídeo do Esporte Espetacular que causou o maior rebuliço por não mostrar os brasileiros do pódio aqui.

 

JOGO RÁPIDO

Quanto treinar
A prova será entre os dias 20 e 27 de março. Treino forte específico entre seis e oito meses. É bom ter feito alguma das rotas difíceis no Brasil, como o Caminho do Ouro (Diamantina/Ouro Preto a Paraty) ou o Caminho da Fé, de Tambau a Aparecida, por exemplo. A Serra da Canastra também foi citada como um bom lugar de treinos.

 

O que levar
Lanterna de cabeça, saco de dormir, cadeados e pouquíssima bagagem, pois você terá que fazer tudo caber dentro de uma única mala. Há serviço de lavanderia todos os dias e o preço não é abusivo.

 

O que vai comer
Na inscrição já está incluso o café da manhã e o jantar, tudo devidamente apimentado, como manda a culinária local e para desespero de alguns competidores.

O café da manhã é composto por: chafé (um terror), ovos mexidos com lingüiça, pão, queijo, frutas e cereal. O iogurte deles é maravilhoso.

Almoço: barraquinhas no acampamento. Não dá para fugir muito dos chamados Boerewors Roll, um cachorro-quente de lingüiça (apimentada, pra variar, e às vezes com gosto de canela). 

Jantar (servido às 18h): macarrão, batata, frango, frango, frango, frango, frutas.

 

Para dormir
Você até tem a opção de pagar (bem mais) caro e não ficar nas barracas do acampamento, mas, a meu ver, perde o verdadeiro sentido da prova. Além disso, a barraca é confortável e você estará tão cansado que nem vai notar nada mesmo. Escolha uma bem longe dos banheiros. O vai-e-vem à noite é constante.

Vista das barracas. Nada mau.

 

Com quem ir
Não adianta escolher um parceiro porque ele é muito engraçado, camarada ou pelos belos olhos verdes. No fim das contas, vocês estarão se matando. Já vi muito bate-boca, cara feia, casamentos quase desfeitos na trilha. Tem que ser alguém com o mesmo ritmo, mesmo treino, mesmas condições. A prova já é dura por si só, então não piore. Ninguém termina o Epic em dupla sem ter um companheirismo absurdo: um dia o parceiro não está rendendo muito, no outro dia é você e assim por diante. Essas pequenas diferenças são aceitáveis e normais. Mas se o condicionamento e os objetivos são muito diferentes, com o passar dos dias isso torna-se insuportável.

 

Quanto custa
Passagem aérea: a partir de US$ 1.200, com a South African Airways. Na minha opinião, uma das melhores companhias aéreas em relação ao serviço de bordo. Você vai até Johanesburgo e de lá faz a conexão. Não se assuste se for parado pela imigração. Eu fui todas as vezes e não vou nem pensar sobre o que eles acham que tenho cara. Cansei de ter o cadeado da mala arrebentado e já deixo tudo aberto.
Inscrição: US$ 3.300 por dupla (a mais simples, para ficar no acampamento). Subiu, pois ano passado estava US$ 2.500. Mesmo assim é barato. Provavelmente eles vão gastar mais do que isso em você, só em massagens nas suas pernas e bunda e curativos nos seus pés (ou o que sobrar deles).

 

O inventor da moutain bike e seu bigodinho simpático, Tom Ritchey, presença garantida todos os anos

 

 

 Chegada do último dia das campeãs femininas 2008

 

Dudu Soares e Daniel Aliperti: primeiro pódio brasileiro no Epic

 

Date: 2009.12.23 | Category: Corrida, África do Sul | Response: 1

 

 

Quem pratica o esporte pode conciliar a viagem com algumas das famosas provas que são realizadas lá. Em Cape Town a mais tradicional é a ultramaratona Two Oceans, sempre no sábado de Aleluia (3 de abril de 2010 – inscrições até 3 de março), com opção de 21 km ou 56 km.

A ultra tem o trajeto mais interessante, sendo quase todo realizado próximo ao mar e pela Chapman´s Peak, a linda rodovia que circunda a montanha que margeia o oceano. A meia-maratona passa longe, longe do mar.

A prova é bem organizada e bastante animada. As famílias aproveitam para ficar na porta de casa fazendo churrasquinhos. Impossível não se sentir em casa. rsrs

Costuma ventar MUITO. Em 2008 a ventania chegou a 41km/h.

Entre meia e ultra são 18 mil corredores. Em 2008, uma brasileira muito especial: Isabel da Silveira, 60 anos, de Belém do Pará. Em 2006 ela tentava sua terceira ultra. Teve um ataque cardíaco no km 30, ficou dois dias em coma no hospital e acordou brigando com o médico pois precisava voltar para a corrida. Ela, claro, contava isso enquanto alongava para correr a meia-maratona. “Vou ser mais conservadora esse ano”, disse, rindo. Bom humor a toda prova.

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O trajeto amarelo é a meia-maratona. Em vermelho, os 56km.

Em tempo: Apesar de chamar Two Oceans e ir de um lado a outro do Cabo da Boa Esperança, teoricamente a prova só passa pelo oceano Atlântico. O encontro com o Índico fica alguns quilômetros adiante, no Cabo das Agulhas.

 

 

PETER

Você acha que corre muito? Esse senhor ai de cima é Peter Taylor. Tem 50 anos e correu as últimas 22 edições da Two Oceans. A ultra (56km). DESCALÇO. E pra ficar mais divertido, ainda carrega esse carrinho de bebê amarrado às costas. Tudo para arrecadar dinheiro para uma associação de cães-guia para cegos. Ganhou permanentemente o número 638.  “Enquanto eu estiver vivo vocês vão ver um gordo mal treinado correndo assim essa prova”, diz.

 

 

TREINOS

O que não falta é lugar interessante para correr em Cape Town. Pode tentar a Chapman’s Peak, Lion’s Head ou a Table Moutain para treinos duros. Sea Point é plano e de fácil acesso. Clique aqui para ver algumas outras rotas na cidade (em inglês).

 

Date: 2009.12.22 | Category: Viagem, África do Sul | Response: 0

 

  

SERVIÇO

Quem leva: South African Airways. Passagens a partir de US$ 900. A duração do vôo é de nove horas até Johanesburgo e mais duas horas até a Cidade do Cabo. Não é necessário visto, apenas passaporte e comprovante internacional de vacina contra febre amarela (leve o comprovante nacional e apresente na sala da Anvisa no aeroporto de Cumbica).
Fuso horário: 5 horas a mais.

Energia: Tomada de três pinos GIGANTE. Terá que comprar um adaptador lá.
Idioma: Inglês e africâner (mais comuns).
Câmbio: aproximadamente US$ 1 = R 8 (rands)
Clima: Na Cidade do Cabo a média de temperatura no verão é de 24ºC e no inverno 18ºC. Em qualquer época, no entanto, venta bastante.
Guias: Dois OK que conheci Energy Tour (Jeremy) e Jorvantours (Brian). O atencioso Brian parecia ainda mais turista que eu, tirando fotos animadas de tudo. Tristemente ele me contou que passou a maior parte da vida sem poder frequentar aqueles lugares durante o apartheid.

  

FOTOS GERAIS

  

 

 

 

E essa foi a única pessoa do grupo que quis atravessar pelo tanque. Sim, o tratador está segurando apenas um bastão de limpar piscina….

  

 

 

Enfeite diferente de árvore de Natal e tecidinhos etnicos vendidos em qualquer esquina - levinhos para colocar na mala. Depois é só mandar fazer uma moldura legal

Date: 2009.12.21 | Category: Viagem, África do Sul | Response: 0

 

COMPRAS: 14% de volta:

Para compras acima de 250 rands peça a nota fiscal específica para o VAT.
Esteja com antecedência no aeroporto de Johanesburgo e ANTES de despachar as malas vá ao guichê de VAT – uma bancada estranha, na verdade – e mostre os recibos e os itens comprados. Sim, é um festival de calcinha para um lado, soutien do outro até você encontrar no fundo da mala o bendito rinoceronte de madeira que comprou para aquela tia-avó do vizinho.
Assim feito, o moço carimba os recibos para você receber 14% de imposto de volta.

Despache suas malas e siga em frente. Depois da imigração, antes de embarcar, pegue esse papel e vá à casa de câmbio e receba o valor em dólares ou direto no cartão de crédito. Eu sempre peguei em cash.

- Não se preocupe se despachou os bens adquiridos nas malas em Cape Town, pois  terá que pegá-las em Johanesburgo novamente durante a conexão.
- É um mico sem tamanho! Da primeira vez eu obviamente não sabia que teria que procurar as coisas na mala para mostrar ao responsável pelo VAT. Calcinhas, soutiens, roupa suja e bagunça pra todo lado. Deixe tudo separadinho :)
- É uma maratona. Se estiver perdendo hora, deixe para lá, pois o valor não é tão significativo – a não ser que você tenha comprado muita coisa meeesmo.

Desafio: fechar a mala pela segunda vez, no aeroporto…

O shopping de Cape Town fica bem fora de mão. O Canal Walk (a primeira foto do post) é grandioso, mas só pra quem gosta muito de shopping. Se for para compras esportivas, não vale a pena. Tem apenas uma loja de bike, bem fraca.

Para comprar bikes e acessórios a excelente loja  que eu tinha para indicar fechou, a Willie Engelbrecht. Alguém tem outras sugestões?

A Cycle Lab parece ser boa e muito forte, especialmente em Mtb.
 

 

HOTÉIS

O primeiro que passei foi o Circa, do Urban Hip Hotels. Imenso e completíssimo. Cozinha e lavanderia completa dentro do studio. Dois banheiros, sala imensa. Dava gosto chegar no fim do dia acabada.

Depois passei pelo The Cullinan Southern Sun. Quartos normais, mas a localização era bem melhor. Café da manhã espetacular. E uma piscina linda, embora eu seja terminantemente contra usar a piscina em um lugar de praia.

(No Cullinan eu comprovei a fama dos indianos de ficarem ensandecidos com coisas grátis. Um menino entrava a toda hora na sala da academia para pegar garrafas e mais garrafas de água que ficavam à disposição. o.O).  Perto do Waterfront.

Fiquei também no Cape Royale. Localização ótima, em Green Point, exatamente em frente ao estádio construído para a Copa do Mundo. Perto do Waterfront também. Café da manhã maravilhoso, com salmão e mais salmão cru. Eu me vendo fácil por comida….
Os studios também são completíssimos e imensos.

Esses acima são todos hotéis cinco estrelas e os preços bem razoáveis pelo que oferecem (Mas lembre-se, eu estava a trabalho - minha muquiranice jamais deixaria que me hospedasse em algum deles rsrs). 

Mas a África do Sul não é, nem de longe, um país caro. Mas dá para encontrar acomodações bem mais em conta com facilidade.

Um dos lugares mais inusitados que passei a noite foi dentro do Parque Nacional da Table Moutain. Um albergue simples, rústico, mas super interessante e aconchegante. O problema é que fica bem fora de mão para sair a noite comer, por exemplo. Tentamos pedir uma pizza pra Renata Falzoni e foi MUITO difícil. O pessoal do alojamento era muito simples e nunca tinha feito isso antes. Não conseguíamos também voltar para lá pois nenhum taxista sabia onde ficava o local. E eita nomezinho difícil de lembrar: Hoerikagoo. O jeito foi tirar foto da placa de uma rua próxima e mostrar para os taxistas.
 

Date: 2009.10.30 | Category: Viagem, África do Sul | Response: 0

 

Prazeres e sensações de Cape Town

* A felicidade de ser recepcionado por um povo alegre, apesar de uma história tão sofrida

* Observar, pasmo, as marcas dessa triste história

* Esbaldar-se em frutos do mar deliciosos a preços irrisórios

* Provar refeições apimentadas (e se for como eu, voltar viciado em pimenta-do-reino)

* Encantar-se com o artesanato colorido, vivo

* Sentir o vento como nunca antes

* Aproveitar a vida com um povo que sobe montanhas para ver o pôr-do-sol

* Notar os detalhes da herança colonial inglesa e holandesa misturados ao tradicional africano

* Entender porque é chamada de “Cidade-Mãe” e perceber que sim, poderia ser feliz morando lá

 

Muito bom, né? Mas nem tudo são flores. O transporte público, por exemplo, é praticamente inexistente. Prometeram melhorias para a Copa, vamos esperar…

De qualquer forma, vá preparado para gastar dinheiro nesse item (o que me deixava com um mau humor incrível).

O transporte público é precário: são vans tenebrosas, para dizer o mínimo. Não dá para entender sequer aonde estão indo. O cara passa e grita o itinerário. Esqueça. Para tentar economizar (dica boa, anote) use a rede de táxis coletivos. Você liga e diz aonde vai e o táxi passa te pegar com outros que vão na mesma direção. O preço é fixo (e está no mapa do site, em city share ride). Inusitado, mas dá até para fazer amigos. Anote: Rickk’s 0861 745 547 – ou 0861 Rikks, no teclado do telefone.

Os carros são amarelo-ovo e chegam bem rápido. Fique esperto, pois se você bobeia, eles vão embora (pois há mais gente no carro, com horário, lembra?).

 

*  Aos domingos e feriados a feirinha rola em Green Point pela manhã

* As baleias aparecem de julho a dezembro, nas praias do lado do Pacífico

* Em abril tem o Festival Internacional de jazz. Fique atento à programação

 

 

COMIDA

É barato e come-se muito bem. Esbalde-se de peixes e frutos do mar. Salmão cru já no café da manhã. Omeletes com muita pimenta do reino. Carne de avestruz.

O  “pão de queijo” (salgado rápido e barato) lá é uma tortinha folheada gostosa ou o Boerewors Roll, um cachorro-quente de linguiça apimentada e por vezes com gosto de canela. (Só usar em casos extremos…)

Frango, frango, frango. Até enjoar!

 
 

VINHOS

Nada mais perfeito para acompanhar a rica (e apimentada) culinária local.

Deixe um dia para fazer as vinícolas. Sim, lembra que eu disse três dias para Cape Town? Agora são quatro, se contar a rota dos vinhos.

Os melhores bebidas podem ser comprados diretamente nas fazendas, nos bucólicos passeios a Stellenbosch, com direito a degustações e mais degustações.

Prove os vinhos de pinotage, cerpa originada por lá. Eu particularmente não gostei muito. Em compensação achei interessante um licor tipo amarula chamado Angel’s share.

 

Existem centenas de vinícolas relativamente próximas, com vistas maravilhosas e lugares fantásticos para almoçar. Tudo sem pressa, curtindo o caminho. Eu almocei em Delheim, em um lindo jardim, e recomendo. Também passei pela Spier em uma festa a noite e achei interessante.

 

Se estiver com crianças é legal parar na volta em uma fazenda de crocodilos, como a Le Bonheur Croc Farm. Sim, é permitido atravessar andando pelos tanques onde ficam os animais menores :)

Fui um pouco receosa pois o tratador segura apenas um pauzico de nada. Enquanto ele bate no chão os bichos correm para a água.

 

 

SEGURANÇA

Todo mundo me pedia para não sair a noite sozinha a pé. O único medo que eu passei (e acho que a única vez que disse para mim mesma “É, agora deu errado” foi voltando do Waterfront tarde da noite por uma parte meio deserta do cais. Vi três crianças saindo debaixo das grades e, quando se aproximaram, vi que eram três homens chineses, coreanos, algo assim. Naquele momento senti que tinha me dado mal. Era um local absolutamente deserto e escuro e não gostei dos caras. Vieram na minha direção e pararam na minha frente. Começaram a dizer coisas que eu não entendi e UM DELES PISOU NO MEU PÉ! Deram risada e saíram andando. Eu não tenho a menor idéia de que tipo de insulto é pisar no pé no país deles, mas agradeci feliz da vida!

Já estava perto do hotel (este chiquérrimo aqui) e encontro um rapaz que conheci no Cabo da Boa Esperança. Ele voltava do meu hotel, onde passou para me deixar um presentinho e tinha acabado de ser assaltado, no outro quarteirão! Faltavam dois quarteirões para chegar ao hotel e dei uma corridinha, aquela noite já estava com emoções demais para o meu gosto e eu não queria descobrir se o ladrão que o assaltou ainda estava por lá.

Mas não é para temer, juro! Tome cuidado, claro, e evite andar a pé a noite. Até porque as distâncias em Cape Town são grandes, então pegue um taxi.

 

 

HOSPITALIDADE

A melhor parte, na minha opinião. Quer coisa melhor do que viajar para um país, dar um sorriso na rua e ser correspondido? As pessoas se interessam por você, se preocupam, ajudam, conversam, dão dicas.

 

- Na fila do bondinho para descer a Table Moutain comecei a conversar com um casal. Chegamos embaixo e eles me deram carona até o hotel.

- Conheci uma família no Cabo da Boa Esperança (eles eram de Johanesburgo) que me deixou até presentinho no hotel.

- Um jornalista da Runner’s de lá (que conheci na ultramaratona Two Oceans) não só me deu carona como me levou para um rápido city tour.

- Lá até os alemães são mais “dóceis” rsrsrs – um menino alemão nos deu carona para voltar do concerto do Jardim Botânico.

 

 

Acredite, sei do que estou falando. Fiquei mais de 20 dias em Paris e não consegui ter um ÚNICO diálogo decente com qualquer pessoa. E isso porque na época eu ainda falava um pouco de francês, além do inglês. Ou seja, para mim, são dois extremos no termômetro da hospitalidade.

 

Ah, quer conquistar o pessoal, arrisque algumas expressões em africâner:

 

Baie dankie (“báia dãnki”) – Muito obrigada

Hoe gaan dit (“rú rân dãti”) – Como vai?

Wat is jou naan – Qual seu nome?

Goeie more (“rúia môra”) – Bom dia

Totsiens (“tutsin”) – Tchau

 

A seguir: Fotos desse post, Compras, Hotéis, Garden Route, bike, corrida

Date: 2009.10.22 | Category: Viagem, África do Sul | Response: 5

 

Estive duas vezes no país e posso afirmar que é um destino fabuloso: paisagens fantásticas, culinária atraente, preços razoáveis e o melhor, um povo amável e alegre. Na primeira vez (2008) estava indo apenas para cobrir a ultramaratona Two Oceans, coisa rápida, 3 ou 4 dias. Dois dias antes de partir, entretanto, esses poucos dias transformaram-se em mais de 20 e com um novo desafio, cobrir uma das mais importantes provas de Mountain Bike do mundo, o Cape Epic.

Amei tudo e voltei novamente para lá sem pensar duas vezes.

Como tenho bastante coisa para escrever, vou dividir em vários posts. Tenha paciência :)

CAPE TOWN – PASSEIOS “BÁSICOS”

 Eu dedicaria pelo menos três dias para dar conta da multifacetada e alegre cidade, assim:

Saia cedo para Cabo da Boa Esperança – o famoso Cabo das Tormentas narrado pelos poetas portugueses, que fica cerca de 1h30 do centro da cidade. O Cabo faz parte de uma reserva natural, e, se der sorte, você encontra macacos e outros pequenos animais. (Diferentemente do que se pensa, lá não é o encontro dos oceanos Índico e Atlântico, união que se realiza no Cabo das Agulhas).

Ainda assim, a vista é bem bonita e vale o passeio.

Antes de chegar, porém, perca-se pelo caminho, que é tão interessante ou melhor que o Cabo em si. Na ida, pare nas badaladas e geladas praias de Clifton 1,2,3 (GLS) e 4, onde o topless é permitido, e Camps Bay, ornamentadas pela montanha dos 12 apóstolos. O trajeto também passa pela Chapman’s Peak, a linda rodovia incrustada nas montanhas. (Às vezes ela fecha devido aos fortes ventos – aliás, assim como Chicago, Cape Town também mereceria o título de Windy City).

Na volta do Cabo, aproveite as praias de águas menos frias do índico: coma um tradicional fish and chips em Fish Hoek e dê umas voltas na vizinha Muizenberg, onde ficam as charmosas casinhas coloridas de Surfer’s corner. De lá, siga para Boulder’s Beach, a praia dos pinguins, e passeie pela fofa Simon’s Town.

Separe um dia para ver as atrações centrais de Cape Town, como o Castle of Good Hope (de 1666), construção colonial mais antiga que ainda resta no país. A poucos quarteirões está a Greenmarket Square (seg a sab), uma praça para se esbaldar com o artesanato local (e com os melhores preços). No centro também é possível almoçar muito bem com preços irrisórios. A Long Street, no centro, serve tanto para o dia, com suas lojas interessantes, como para a noite, repleta de bares e restaurantes.

Neste dia aproveite o fim de tarde para subir a Table Moutain – o cartão-postal da “Cidade-mãe” realmente assemelha-se a uma mesa. Ao anoitecer, uma névoa, que eles denominam “toalha da mesa” a recobre, como se fossem ondas de espuma branca sobre a montanha. Lindo. A subida pode ser feita pelo bondinho giratório ou pelas diversas trilhas. O melhor é comprar um vinho e aproveitar o belíssimo pôr-do-sol lá em cima, como muitos moradores fazem.

Vá agasalhado, pois venta bastante (o bondinho, inclusive, é fechado nessas circunstâncias).

 

Passeios para encaixar:  Isso vai depender de onde você estiver hospedado, dos dias da semana, clima, etc. São passeios relativamente curtos, que você “encaixa” quando der:

Kirstenbosch Botanical Garden – O Jardim Botânico vale a visita, principalmente entre os meses de dezembro a março, verão, quando há shows e concertos todos os domingos ao ar livre. As famílias armam suas toalhas de piquenique e levam uma cesta com vinhos e petiscos. Centenas de pessoas, silêncio absoluto e nenhum vendedor ambulante. Recomendo fortemente se estiver lá nessa época. É um pouco longe. A rota azul dos ônibus turísticos de dois andares passa por lá e, dependendo do que você estiver programando fazer na cidade, compensa.

Complexo Victoria & Alfred Waterfront, o cais revitalizado da cidade. Um local de fácil acesso, bonito, com restaurantes, shopping, lojinhas e o aquário Two Oceans, com tubarões e peixinhos fofos. Mesmo sendo um reduto muito turístico, é bem agradável.

De lá partem os barcos para Robben Island, prisão onde Nelson Mandela ficou por 18 anos. Reserve o bilhete com antecedência aqui, pois a fila de espera é de vários dias e fica quase impossível conseguir na alta temporada (eu não consegui). É um passeio rápido. Custa cerca de 22 dólares.

Para compras de lembrancinhas no Waterfront, prefira o Red Shed Craft Workshop, um galpão perto do aquário, mais barato do que as lojas do próprio complexo.

 Ilha das focas: Pega-se um barco em Hout Bay para as ilhas Duiker, onde vive uma comunidade de focas. São bonitinhas, mas nada muito emocionante. Se você pretende fazer o mergulho com tubarões, saiba que lá também eles param em uma ilha de focas maior (escrevo mais para frente). A empresa é essa aqui, se interessar.

Nos próximos posts: Dicas práticas, vinícolas, Garden Route, bike, corrida.

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Orquestra sinfônica no Jd Botânico

 

Victoria & Alfred Waterfront

 

 

Noordhoek, vista da Chapman’s Peak

 

 

A colorida Surfer’s Corner

 

Assim, na praia….

 

 

A “toalha” da Mesa, ora pois…

Date: 2009.09.30 | Category: Ouro Preto e Mariana, Pedal, Viagem | Response: 8

Volto para casa, como sempre, com pernas de escrava açoitada e coração cheio. (post gigante!)

 

OURO PRETO

Pela terceira vez posso dizer: fui feliz em Ouro Preto. Caminhar por aquelas ladeiras é sempre uma experiência mágica de volta ao tempo. Quando chegamos encontramos as ruas, tão antigas e históricas, tomadas pelos jovens das repúblicas.

- Por que é mesmo que eu não pensei em fazer faculdade aqui? – perguntei, e revi aquilo que eu fora, só que pelas ruas sem charme da cidade-lanche (Bauru).

Eu nunca havia notado, por exemplo, como o Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes, fica muito mais bonito à noite, assim como a cidade toda, sem os turistas, máquinas em punho, afoitos pelas melhores fotos.

Fiquei no albergue O Sorriso do Lagarto e não recomendo o quarto de casal sem banheiro.  Dei uma olhada nos outros quartos e eram melhores, mas o banheiro coletivo desse era intragável. A suite de casal parecia bacana e o albergue ainda fica perto da Praça Tiradentes, já na saída para Mariana.

 

Festival Tudo é Jazz: Só deu para curtir mesmo no domingo. Sábado estava muito cheio e o som não funcionou adequadamente. Quem ficava lá trás não ouviu quase nada da Madeleine Peyroux.

Domingo havia menos gente, o som estava melhor e deu para sentar nas escadarias próximas à igreja do Rosário, tomar um vinho e aproveitar a noite gostosa. Perfeito.

 

Lugar onde fui feliz: Restaurante O Passo. Um dos lugares mais animados da cidade. Uma pizza deliciosa, refinada e nada cara. Experimentei a Quatro Funghis (Shitake, Shimeji, Champignon de Paris e Champignon) e a Coppola (Mussarela de Búfala, Tomate, Presunto Parma e Manjericão) – a última realmente deliciosa, com um tomate (!!) incrível.  Para acompanhar, um shiraz.

Como a pizza grande não matou a fome resolvemos pedir um carpaccio de salmão com mostarda e pimenta rosa (sim, que idéia de jerico comer peixe em Ouro Preto! – mas valeu muito) e estava ótimo também.

O restaurante fica em um casarão antigo muito interessante, perto da Ponte dos Contos. É fácil achar.

 

Museus e monumentos: Não dava muita coisa pro Museu do Oratório , mas entrei e paguei a minha boca. É muito interessante, barato (R$ 2) e abriga uma primorosa coleção. Adorei os oratórios-bala, que imitavam balas de cartucheira e eram práticos para levar nas longas viagens. Fica ao lado da Igreja do Carmo.

 De resto, em Ouro Preto, é se perder pelas construções maravilhosas. Visite os museus da Inconfidência, da Ciência, Casa dos Contos e do Aleijadinho; as igrejas do Pilar, Nossa Senhora da Conceição e S. Francisco de Assis.

BIKE

Agora já são três estados brasileiros onde eu deixei minha epiderme em tombos homéricos de bike: RJ, SP e MG, graças ao pessoal do grupo Mtb BH, que foi de uma gentileza só, providenciando bikes chiquérrimas (a inesquecível Pluminha) e mostrando um pedal lindo.

Não sei se interessam detalhes sórdidos, mas lá pelos 20 e tantos km eu cai e fui atropelada pelo amigo que vinha atrás. Cinco minutos depois, a gancheira desse mesmo amigo quebrou e desabou um temporal absurdo, dando fim ao nosso pedal na trilha Quilombo, que sai do parque Itacolomi (Mariana) e chega ao distrito de Lavras Novas, passando pela linda represa do Custódio (detalhes na matéria da VO2).

Lição: nunca acredite quando um mineiro disser que  “quase não tem subida”.  SÓ VAI TER MORRO…

MARIANA

Triste, mas a cidade de Mariana me fez perder a paciência, que em geral é generosa quando fora de casa. Descaso total de governo e população com jóias da época colonial. Assim que sair a matéria que fiz para o UOL eu coloco o roteiro explicadinho. É fácil andar na cidade e não são muitos monumentos e igrejas. Não vale a pena dormir lá, fique em Ouro Preto mesmo. A matéria do UOL está aqui e as fotos você pode ver aqui.

 

Mina da Passagem: Fica em Passagem de Mariana, entre Ouro Preto e Mariana, a poucos minutos das duas cidades. É um passeio caro (R$ 24) mas bom se você enjoar de ver igrejas e artesanato em pedra sabão.

Cogitei passar mal na descida para a mina e precisei respirar fundo umas três vezes, enquanto calculava o tempo necessário para me tirarem dali se eu tivesse um treco. Achei melhor ficar boa logo. Quando você desce do carrinho e começa a caminhar pelos corredores a sensação melhora, mesmo estando há 120 m da superfície.

Muitos mergulham na mina, pelos labirintos que foram inundados. Naquele breu, por corredores estreitos?  Não é para mim, não.  Se interessar, as empresas divetrek e scuba point te levam.

 

IMPAGÁVEL

Descobrir POR ACASO que seu vôo é meia hora antes do que você pensava quando você já está mega atrasada e muito longe do aeroporto, descer do ônibus correndo, pegar um taxi, rodar 40 km e chegar a tempo não tem preço!

(Essa vida de último segundo já está demais até para mim)